Como escolher o empreiteiro certo

escolher um empreiteiro

A chave para o sucesso de qualquer obra resume-se a saber escolher o empreiteiro certo. Pelo menos é o que toda a gente me diz e é a conclusão a que chego depois do que tenho lido por aí. Por isso, vou partilhar convosco as minhas considerações relativamente a este tema.

Primeiro: por que razão escolher o empreiteiro certo é assim tão importante?

Enquanto estamos na fase de projecto temos possibilidades de fazer alterações sem grandes dificuldades e custos. No entanto, na fase da construção qualquer alteração é complicada e, geralmente, envolve custos não previstos, que vão sobrecarregar o orçamento que, no meu caso, é limitado.

Assim, escolher o empreiteiro certo garante-me qualidade, cumprimentos de prazos e, em última análise, a minha satisfação final.

Segundo: como efectivamente escolher o empreiteiro certo?

O problema é que, mesmo em tempos de crise, já vi que a oferta no mercado do sector da construção é grande. Por isso, como escolher o empreiteiro certo, que não dê problemas?

Aqui ficam alguns dos critérios que irei aplicar:

  • Preço. Obviamente que o preço cobrado estará sempre entre os principais itens que irei ter em conta. No entanto, já percebi que nem sempre o preço mais baixo é o melhor. Se o valor da obra nem sequer cobrir o valor dos materiais, como é que o empreiteiro poderá garantir a qualidade do trabalho? Na verdade, não faço a mínima ideia de quanto custa cada material, pelo vou meter mãos à obra para saber quais os preços dos tipos de materiais que serão utilizados na construção da minha casa, para ter uma ideia do que será um orçamento razoável, mesmo considerando que também terá de incluir a mão-de-obra, prazos e custos indirectos.
  • Comunicação. Se logo na fase de orçamentos a comunicação com o empreiteiro for deficiente, o melhor é não contratar, pois é sinal de problemas durante a obra! A comunicação entre cliente e empreiteiro tem de ser fluída, sendo fundamental eu sentir empatia.
  • Referências e especialização. Nenhum empreiteiro me vai dizer que não é suficientemente bom para a minha obra. Por isso, antes de contratar alguém vou recolher referências de trabalhos anteriores, falar com os respectivos contratantes, para perceber se o empreiteiro está habilitado a fazer a minha obra.

Terceiro: o contrato

É fundamental ter um contrato escrito para estar legalmente vinculado ao empreiteiro. Desta forma o mesmo não poderá abandonar a obra sem pré-aviso, sendo mais fácil regular prazos e o cumprimento das fases de pagamentos, etc.

À descoberta da construção de casas modulares

construção de casas modularesa

Descobri algo que me deixou muito entusiasmada para a construção da nossa casa no terreno que herdámos há pouco tempo: a construção de casas modulares.

Eu sei que ainda nos falta um tempinho para podermos arrancar com o sonho da construção de uma moradia com um preço confortável, mas esta pode ser a salvação com que todos sonhávamos.

Entrei logo na primeira opção que me aparece na pesquisa do Google e fiquei encantada com as imagens e as possibilidades deste tipo de construção. A empresa a que me refiro chama-se Modiko e apresenta um sistema de construção de casas modulares patenteado. A foto que aqui postei é deles.

Mas curiosamente há muitas outras empresas que aderiram a este conceito, apesar do meu total desconhecimento da sua existência. Sim, é verdade que já conhecia o conceito das casas pré-fabricadas, mas agora as novas opções elevam tudo a outro nível de bom gosto.

E depois, a construção de casas modulares tem inúmeras vantagens:

  • Custos acessíveis e controlados
  • Qualidade e rigor
  • Rapidez na construção
  • Adaptabilidade para ampliação futura
  • Processo de construção com baixo impacto ambiental e mais agradável para a vizinhança

O processo, basicamente, consiste em montar tudo em ambiente fabril e depois transportar e montar no local determinado. Assim, os segmentos são compostos por salas ou quartos inteiros – incluindo paredes, pisos e tectos – que posteriormente são transportados e acoplados a outros módulos onde queremos construir.

Também outras tarefas da obra, tais como a canalização, electricidade, isolamento, caixilharia, revestimentos decorativos exteriores e interiores, etc., são feitos em fábrica, chegando prontos ao local.

Geralmente este processo aplica-se à construção de uma moradia com preço razoável, o que é exactamente aquilo que nós procurávamos.

A desvantagem é não podermos construir seguindo um projecto feito e idealizado ao pormenor de acordo com os nossos gostos, já que estaremos limitada a modelos já existentes. Mas de qualquer forma é sempre possível alguma personalização entre diferentes módulos e configurações, para além de que pelo que vi as escolhas são simplesmente “a nossa cara!”

Telhados para a moradia a construir no nosso terreno

telhados para a moradia a construir

Nestas minhas pesquisas a propósito da casa que estamos a pensar em construir agora que temos o terreno para realizar os nossos sonhos, deparei-me com a questão dos vários tipos de telhados para a moradia a construir no nosso futuro próximo.

O principal objectivo dos telhados nos trabalhos de construção civil obviamente, é que cumpram a sua função de protecção, nomeadamente de impermeabilização e isolamento contra a radiação solar, a acção do vento e chuva, mas também acho importante fazer escolhas baseadas na estética e, claro, nas questões económicas, quer em relação a preços, quer em relação à durabilidade, manutenção e conservação.

Os telhados que são mais comummente utilizados em trabalhos de construção civil são coberturas inclinadas revestidas por telhas, tipicamente de cerâmica, mas que podem também ser em pedra, cimento, metal, vidro, plástico, madeira, entre outros materiais.

As telhas cerâmicas são, então, as mais tradicionais e mais utilizadas, enquadrando-se perfeitamente em qualquer paisagem, urbana e rural, tendo grande durabilidade. Em Portugal, existe um vasto leque de telhas de cerâmica utilizados em trabalhos de construção civil, nomeadamente a telha lusa, telha marselha, telha de canudo, telha romana e telha plana.

Eu, pessoalmente, já o disse muitas vezes, gosto de estilos modernos. Por isso, de acordo com o que estive a ver, já me decidi em relação aos tipos de telhados para a moradia a construir no nosso terreno: agradam-me as casas modernas com telha platibanda, isto é, as chamadas “casas sem telhado” ou com telhado embutido. Tratam-se de casas que têm coberturas escondidas por um muro, que se chama de platibanda.

Sendo uma tendência da arquitectura moderna, estes tipos de telhados que escolhi para a moradia a construir no nosso terreno possuem uma menor inclinação do que as casas com telhados de cerâmica mais utilizados em trabalhos de construção civil, utilizando-se geralmente telhas de aço galvanizado ou com pintura e de alumínio, embora esta última opção seja mais cara. Antigamente também se utilizavam telhas de amianto, mas já se sabe o perigo que estas acarretam para a saúde. Por isso a utilização e comercialização de amianto e/ou produtos que o contenham foi proibida em Portugal a partir de 1 de Janeiro de 2005.

Se acabarmos por escolher um destes tipos de telhados para moradia a construir no futuro vamos ter de ter atenção especial às calhas, que têm de ter grande capacidade de vazão de água, assim como instalação e pingadeiras.

O melhor de tudo, é que parece que esta solução de telhados platibanda são mais baratos do que os tradicionais!

Foto: Construindo